Tripés: Manfrotto, Gitzo, Slik, Velbon ou...?

By Marcio Saiki - junho 29, 2012

 
     Na hora da compra do primeiro tripé para sua câmera sempre vem a dúvida: Por que há tantos modelos? Qual o modelo ideal para mim? Para saber qual seria  este modelo é preciso ponderar alguns aspectos. O primeiro é o preço, não adianta ficar sonhando com um modelo que custa 300mil ienes se você não dispõe desta grana toda. Outros fatores importantes são: altura que o tripé atinge, peso que ele suporta, peso do tripé, material de composição e o tipo de presilha para alongar e encurtar as pernas do tripé.
     Talvez um dos itens mais importantes seja o peso que o tripé pode suportar. Se eu tenho uma Canon 5DmarkII e lentes tipo 24-105 e 70-200 vou precisar de um tripé que suporte bastante peso. É só somar o peso de cada parte do seu equipamento e ver se o tripé aguenta o tranco, o melhor é pegar um que suporte um pouco mais. Se meu equipamento é mais leve não necessito algo tão forte assim, contudo sempre é bom ter um tripé que lhe dê boa estabilidade não importando o peso que ele terá que aguentar, pode ser que no futuro você tenha outra câmera ou outras lentes.
     As principais marcas do mercado são Manfrotto, Gitzo, Slik, Velbon, Vanguard, Benro, Hakuba e as das próprias fabricantes de câmeras. Gitzo e Manfrotto é o que há de melhor em termos de qualidade e renome, porém muitas vezes o custo é muito além do que dispomos. Slik e Velbon fazem bons tripés e no Japão são os mais vendidos. Vanguard e Benro são destas novas marcas chinesas que começam a se destacar por ter uma qualidade superior ao que vemos por aí made in China. Todas as marcas fazem tripés bons e ruins, ou melhor, não adequados para o seu equipamento ou tipo de fotografia. Não é aconselhável usar um tripé destes que custas ¥1,980 com uma câmera DSLR.
     Tipo de aperto dos pés. Há basicamente dois tipos mas cada fabricante dá um nome diferente a eles. Um é do tipo aperto Twist ou Giratório o outro é do tipo Flip Lever ou Alavanca ou Presilha, chamem como quiserem o importante é saber que o giratório muitas vezes é mais firme contudo é bem mais prático o do tipo alavanca. Eu optei pelo tipo giratório para meu tripé e o tipo presilha para os monopés, pois estes precisam de agilidade, são usados geralmente quando é necessário se locomover de um ponto ao outro ou para suportar o peso de uma objetiva longa durante várias horas. O monopé não é aconselhável para fazer fotos noturnas nem panning como alguns imaginam.
     Qual o material de fabricação? Os tripés feitos de fibra de carbono são muito resistentes e leves, seriam os mais resistentes se não houvessem os de fibra basáltica, mas tenho cá minhas dúvidas sobre essa diferença, creio não ser tão grande. Já os de alumínio são menos resistentes mas muito mais baratos e podem ser a escolha para seu equipamento se não te incomodar ter que carregar eles com luvas no inverno.
     Já quanto a altura não há dúvidas, quanto maior "melhor". Quero dizer que maior a altura alcançada sem o esticamento do pescoço do tripé, melhor para poder fotografar tanto de uma altura baixa quanto se precisar fazer algo de um ângulo bem elevado, mas veja a sua altura, se o tripé com a camera fixada nele atingir pelo menos a altura dos seus olhos já está de bom tamanho.

     Veremos a seguir então alguns modelos e preços atuais (26 de Junho de 2012)
-Velbon Sherpa 445: feito de alumínio, alcança até 150cm, suporta até 2kg de equipamento, tem cabeça inclusa, custa ¥9,000.
-Slik Spring PRO II 3 way: feito de alumínio, alcança até 160cm, não informa no site o peso que suporta, tem cabeça inclusa, custa ¥10,000.
-Manfrotto 294 + RC2; feito em alumínio, alcança até 180cm, suporta até 5kg de equipamento, tem cabeça inclusa, custa ¥19,000
-Gitzo GT0932; feito em fibra de basalto, alcança até 170cm, suporta até 4kg de equipamento, não tem cabeça inclusa, custa ¥25,000
     Para este modelo é necessário comprar separadamente a cabeça do tripé, é nela onde a câmera é fixada e faz os movimentos para ajustes portanto parte essencial para se fotografar. Por que há tripés que nào tem essa parte inclusa? Porque o fotógrafo pode assim escolher uma cabeça melhor se o quiser, nos outros modelos esta parte também pode ser substituída se for vontade do fotógrafo.
     Há modelos muito mais caros como o Manfrotto MPRO536 que sai por apenas ¥75,000 ou o GITZO GT5561SGT por ¥140,000, ambos sem a cabeça. Mas nem sempre é preciso tudo isso, há modelos intermediários de ótimo custo benefício como os citados acima ou se puder investir um pouco mais. Outro modelo de bom custo benefício é o Manfrotto 055XPROB+804RC2, que é de fibra de carbono, suporta 8kg de peso de equipamento, tem altura máxima de 175cm e está custando ¥25,000. Este tem um sistema interessante de ajuste da coluna central em até 90 graus, o que possibilita fotografar de cima para baixo neste angulo, interessante para fotografar objetos no chão ou numa mesa de produtos.


Alguns termos em Japonês
composição: 脚素材, 
carbono: カーボン, 
alumínio: アルミニウム, 
altura máxima: 全伸高, 
altura sem alongamento do eixo central do tripé: 伸高, 
peso do tripé: 自重, 
peso suportado pelo tripé: 最大耐荷重



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