Lua Cheia

By Marcio Saiki - setembro 13, 2011

Todos os meses ela aparece para nós e sempre fica aquela vontadezinha de fotografar, mas muitas vezes estamos tão atarefados com nossos serviços do dia a dia que acabamos deixando de lado, afinal ela está aí sempre.
Pois hoje, ao voltar para casa me encantei com a Sr. Lua cheia e resolvi fotografá-la. Faz muito tempo que não faço uma foto dela. No meu conjunto de lentes não tenho nada que possa fazer uma grande aproximação pois trabalho quase que exclusivamente até os 200mm e quando algum trabalho necessita mais é melhor alugar. Porém este não é o caso, é uma foto simples feita pelo prazer de fotografar e graças a lente do Sr. Daniel Okuyama consegui uma boa aproximação mas já planejo fazer outro qualquer dia desses com um tubo de aproximação, talvez um Kenko de 2x já seria o suficiente.
Vamos ao que interessa. A medição da minha câmera é muito boa, mas estando no modo matricial ela com certeza erraria a fotometria ideal, pois a lua é indiretamente um objeto emissor de luz.  Há que se pensar também que dependendo do enquadramento, se a área do céu for muito grande em relação ao meu objeto isto também deve influenciar no erro da fotometria afinal o céu está praticamente negro como pode ser observado nesta fotografia que fiz.
Foto1.

Pela imagem conclui-se que a medição matricial ou geral não é a mais aconselhada a se fazer, embora possa ser feita desde que você saiba como utilizar esta informação para corrigir o erro que ela lhe mostra. Veja o histograma e os dados desta imagem.
O histograma mostra uma porcentagem de luz estourada para o lado mais claro e outra parte maior para o lado escuro. Ou seja uma presença da lua mas com estouro na sua luz e o céu negro.

Foto2.
Mudei então para a medição pontual pois verifiquei que meu objeto em questão ocupa mais de 3% da área da imagem e posso colocá-lo numa área centralizada para que o fotômetro da câmera ignore o restante da luz (ou falta dela) que vem dos outros 97%.
Parece que estamos no caminho certo. Olhe como foi preservado os detalhes do relevo da lua. E o histograma agora ficou assim:
Cheio de informação nos meio-tons e nada de estouro para o lado mais "claro". Note que mudei para o ISO 200 pois na minha câmera, esta é o ISO natural e não há diferença de qualidade entre 100 e 200, consegui assim um ponto a mais de velocidade na obturação que com ISO 100 estava em 1/30s. Mas a mudança radical foi no tipo de fotometria utilizada. Quase lá...

Foto3.
Mudei então a abertura para f22 mas neste pequeno ajuste acabei sem perceber mudando um pouquinho de nada a forma como o conjunto camera-lente-tripé estava posicionado, fazendo o enquadramento da lua se desviar um pouco para a direita. Pouco mas o suficiente para sair do raio de ação do sensor de fotometria pontual que estava exatamente no meio, fazendo com que eu novamente errasse a fotometria.


Foto4.
Mais atento, recentralizei minha camera e o fotômetro me indicou a configuração ideal.


Foto5 ou 4 e 1/2.
Pela falta de uma tele mais longa, resolvi fazer um crop na imagem e no processo final adicionei um tanto de nitidez para tela pelo Lightroom e alterei o Whitebalance. Voilà!



Mas queria muito mesmo um tubo de extensão de 2x no mínimo... deixa para a próxima lua cheia!

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